Abstract
Andavam agitadas as noites na aldeia indígena de Vila Franca, perto do encontro das águas dos rios Tapajós e Amazonas. Um ser terrível emergia da escuridão para apavorar os moradores. E o pior: ele era o próprio diretor da aldeia, o branco José Cavalcante de Albuquerque. Transformado em lobisomem. Pelo menos era o que dizia o vigário local, Domingos de Lira Barros, espalhando aos quatro ventos a assustadora maldição que acometia o diretor, naquele longínquo ano de 1793. Para livrar seu nome da calúnia, o suposto lobisomem decidiu escrever, de próprio punho, uma longa carta ao governador do Grão-Pará. Fez mais: providenciou a abertura de um auto de justificação, em que foram ouvidas testemunhas sobre as acusações de que era vítima. Não bastasse virar lobo à noite, Albuquerque era tido como mau administrador e chegado a excessos alcoólicos.
| Original language | English |
|---|---|
| Journal | Revista da Historia da Biblioteca Nacional |
| Volume | 41 |
| Publication status | Published - Feb 2009 |
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Dive into the research topics of 'Um Lobisomen na Amazônia?'. Together they form a unique fingerprint.Cite this
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